Encontro de dirigentes sindicais na cidade de Coronel João Sá

 


Na manhã do sábado, 06 de dezembro, dirigentes sindicais do território baiano reuniram-se na cidade de Coronel João Sá, no Território de Identidade Nordeste II da Bahia, para discutir a Reforma Administrativa, materializada no Projeto de Emenda à Constituição Federal (PEC) nº 38/2025.

Essa reforma está sendo debatida por meio de três instrumentos distintos, porém articulados entre si: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 38/2025, um Projeto de Lei Complementar (PLP), e um Projeto de Lei (PL).

A PEC trata especificamente de mudanças na estrutura do Estado e na organização do serviço público, enquanto o PLP e o PL regulamentam aspectos complementares dessas alterações, com impactos diretos sobre os direitos e as condições de trabalho dos servidores públicos.

Diante da PEC 38/2025, o Professor Edson Luiz Geambastiani Barbosa abordou a reforma administrativa e destacou, com base no conteúdo dessa proposta, o papel crucial dos sindicatos no fortalecimento de políticas públicas que visem tanto o bem-estar da população quanto a qualidade de vida dos servidores públicos.

Além disso, alertou para a importância de se atentar, para além da questão salarial, às condições de trabalho e à saúde mental dos servidores, uma vez que essas questões afetam diretamente a performance e o bem-estar dos trabalhadores.

Na sua explanação, o professor, afirmou que a PEC 38/2025 propõe uma ampla reforma administrativa. Ele ressaltou que, segundo alguns críticos, a reforma poderia comprometer: a estabilidade dos servidores públicos, a autonomia de estados e municípios e a capacidade do Estado de oferecer serviços essenciais.

A proposta prevê a avaliação de desempenho como critério para a permanência do servidor, a substituição de atividades por meio de contratos privados, a limitação da progressão na carreira e a criação de uma tabela remuneratória única para o serviço público.

Avaliação de desempenho: Introduz avaliações periódicas com caráter eliminatório, podendo levar à demissão do servidor;

Terceirização: facilita a terceirização de atividades não incluídas no plano de resultados e metas do serviço público;

Remuneração: cria uma tabela remuneratória única e restringe a progressão salarial, que pode levar a longos períodos sem reajustes;

Autonomia dos entes federados: centraliza a regulamentação dos servidores públicos na União Federal, acabando com a autonomia normativa de estados e municípios;

Reforma de Estado: é vista como uma reforma mais ampla que o serviço público, com o objetivo de reduzir a capacidade do Estado de oferecer serviços essenciais;

Redução de serviços essenciais: a proposta pode levar à redução da oferta de serviços como saúde, educação e segurança;

Fragilidade da estabilidade: a avaliação de desempenho com caráter eliminatório e a extinção de cargos considerados obsoletos podem fragilizar a estabilidade dos servidores;

Subfinanciamento do serviço público: o ajuste fiscal permanente pode gerar um ciclo de subfinanciamento, inviabilizando respostas a demandas sociais crescentes;

Privatização do SUS: a ampliação de parcerias com entidades privadas e religiosas para a execução de políticas públicas pode ser um risco para o SUS;

            Para os dirigentes sindicais e o presidente da FESPUMEB José Hélio, foi uma manhã de muito aprendizado. As contribuições do professor foram enriquecedoras, ajudando a fortalecer ainda mais a capacidade dos dirigentes dentro de cada Território Baiano, inclusive no Nordeste II de defender os interesses dos servidores e da população.

Ele destacou que a PEC 38/2025 pode afetar direitos dos servidores e comprometer a qualidade dos serviços públicos essenciais, tornando fundamental que os sindicatos atuem para preservar esses direitos e garantir serviços públicos de qualidade à população.

A luta faz a lei, valorize quem cuida de você, quem serve a população merece valorização.

 

Fonte: SINSERPUB

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